Crítica de Os Últimos Jedi Sem Spoilers

Novos caminhos para Star Wars
Por JK Arna em 14/12/2017 - 10:11
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Crítica de Os Últimos Jedi Sem Spoilers Novos caminhos para Star Wars

A propaganda publicitária e trailers de Os Últimos Jedi trouxeram questões que pareciam fundamentais para o desdobramento da segunda parte desta nova trilogia: Luke (Mark Hamill) iria para o lado sombrio da Força? Quem seria o vencedor do conflito de identidade Kylo Ren e Ben Skywalker (Adam Driver)? E Rey (Daisey Ridely), seguiria por qual caminho perante a frustração de uma jornada desconhecida, difícil e sem respostas? Ela conseguiria se manter íntegra?

 

Mais do que uma questão de respostas com alternativas simples e unidimensionais, existe uma questão de equilíbrio mais intrincada no roteiro do também diretor Rian Johnson. O caminho do trio Kylo, Rey e Luke não é individual, mas um resultado de escolhas próprias e das respostas alheias, que não são perfeitas e dentro das expectativas de cada um. No decorrer da narrativa percebemos que eles tem o mesmo desafio em comum: estarem presos ao passado.

 

Assim assistimos cada um, a sua maneira, atingindo seu próprio equilíbrio encontrado na mesma resposta: “deixar o passado morrer e tornar-se aquilo que você deve ser”, inclusive citada por Kylo em um dos trailers de TLJ.

 

A crescente aproximação do trio terá impacto direto no já acirrado conflito da Primeira Ordem e Resistência. E embora Leia (Carrie Fisher), Poe (Oscar Isaac), Finn (John Boyega) e Rose (Kelly Marie Tran) e outras centenas estejam empenhados na luta pela própria sobrevivência e do idealismo da Resistência, novamente o destino da Galáxia vai sendo desenhado como no Episódios anteriores de SW: nas mãos de poucos, heróis e vilões.

 

Embora a premissa motivadora de TLJ seja muito interessante e tenha um potencial enorme, a execução geral dessa estória tem certos altos e baixos. Algumas soluções encontradas por Johnson para o desenvolvimento da trama secundária conduzida por Finn e Rose parecem ter tido pouca atenção do diretor e são resolvidas de maneira preguiçosa, improvável e pior ainda, são recorrentes. Não, isso não tira o brilho de Os Últimos Jedi, mas poderia ter sido evitado de maneira simples.

 

Para alguns os dois primeiros atos do filme poderão parecer o menos SW de todos eles. Sim, ele tem a identidade visual de SW, conta com aliens, naves e novos planetas e tem as pitadas de humor e a gravidade de todo SW. Contudo, assim como em O Despertar da Força, ainda falta uma trilha sonora marcante e o filme, embora o maior de todos da saga, parece meio apressado para mostrar algo realmente novo do universo SW e contar tudo o que deveria.

 

Por outro lado temos uma grande atuação de Daisy Ridley e de Mark Hammil. No terceiro ato do filme Luke faz os fãs delirarem e verem o que eles sempre esperaram, e até mais, do mestre Luke Skywalker. Em sua conclusão Os Últimos Jedi faz o que ele mesmo propõe: deixar o passado. Se o ciclo não está ainda encerrado ele parece firmar novas possibilidades no horizonte e deixa para trás questões que pareciam importantes. E que venha EpIX.

 

Nota: 9/10

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