Crítica Rogue One - sem spoilers

Nem o melhor, nem o pior SW já feito
Por JK Arna em 15/12/2016 - 09:40
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Crítica Rogue One - sem spoilers Nem o melhor, nem o pior SW já feito

Rogue One teve a difícil tarefa não só de de inaugurar um novo paradigma no universo Star Wars nas telonas, mas também de convencer os fãs de que pode haver algo muito interessante além dos episódios que acompanham a família Skywalker nos já tradicionais filmes da saga. Para os fãs de longa data não há novidade alguma nesta linha, afinal o chamado “universo expandido” vem enriquecendo a saga há muito tempo. Então cabe a pergunta, ele cumpriu sua tarefa? Sim.

 

Apesar da estranheza dos primeiros minutos, causada pelo fato de não vermos o tradicional letreiro de abertura acompanhada do mítico tema composto pelo maestro John Williams, ela é logo deixada de lado ao termos a identificação visual que marca a saga por décadas. Os tradicionais stormtroopers, os alienígenas curiosos e os veículos e naves imperiais, a tecnologia futurística com a cara datada dos anos 70, todos esses elementos familiares nos levam para uma galáxia distante.

 

Claro que a identidade visual para um filme com o peso de Star Wars é necessária, mas ainda assim é apenas uma ambientação para uma história a ser contada, neste caso escrita por John Knoll e Gary Whitta sob o comando do diretor Gareth Edwards. E é nesse ponto que Rogue One apresenta um problema, essencialmente narrativo. Para ser mais justo, não se trata de uma má execução, uma falha, mas do sentimento de que faltou um algo a mais em sua parte inicial. Jyn Erso é uma personagem digna de ser uma líder, uma inspiradora, obstinada, ela está longe de ser unidimensional. Dito tudo isto dela percebe-se que faltou uma introdução mais grandiosa, mais adequada à importância da personagem que é a heroína do filme. Os demais personagens, ainda que secundários, são melhor trabalhados e introduzidos ao público, e neste caso Chirrut e K2 despertam até mais simpatia. Essa sensação é gradativamente eliminada ao longo do desenvolvimento do filme para se confirmar no terceiro ato, consideravelmente tarde, ainda mais para uma personagem que não terá um filme de continuação para encantar os fãs.

 

E do outro lado? Para ser postulante a vilão de um filme um personagem deve ser a antítese do herói, preferencialmente com uma aura montada para despertar medo, poder, imponência. Krennic, apesar do esforço para se igualar a uma figura fria, que deve gerar uma antipatia natural, nos dá a impressão de ser apenas mais um peão ansioso no jogo imperial. Essa impressão ainda se reforça quando um vilão de verdade, e você sabe de quem estamos falando, entra em cena. Apesar de ser um personagem sem força e não representar um problema para o andamento para o filme, Krennic deveria ser um ponto a mais a ser somado no filme e não algo a ser desprezado.

 

A subjetividade pode levar cada um a achar Rogue One um pouco “pior” ou melhor. Sua história, embora simples, foi bem construída e o fan service bem colocado. É interessante ver o contexto um pouco mais amplo da galáxia, da dominação Imperial e da organização Rebelde. Não há dúvida de que é um bom filme e ocupa uma boa posição dentro do "ranking" nerd de heróis e aventuras deste ano. Algumas opiniões colocaram o filme como um dos melhores SW já produzidos, o que é um exagero, ele está longe de estar entre os piores, é uma boa diversão.

 

Nota: 7.5

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